Queres-me destruir? Se é isso que queres, fá-lo de uma vez por todas. Mas não me faças viver nesta incerteza. Não me faças tentar construir um puzzle ao qual só falta uma peça, uma peça que me deste por engano, e que agora, por mais que a rode e a tente encaixar da forma perfeita, ela não fica, não quer permanecer, pois é uma peça errada.
Não me faças isto, porque por mais que te estude não te consigo entender, não consigo perceber porque tudo o que me dás, tiras-me logo de seguida. Porque cada vez que me levas á terra do sonho, acordas-me, ou nem sequer me dás a maldita chave, para poder entrar no teu mundo. Porque quando construo contigo um castelo de areia, é sempre bem perto do mar para vir sempre uma onda gigante de sentimentos e levar todos os seus pedaços. Porque dizes que não me queres magoar e é o que estás a fazer.
E é assim que esta pequena criança vai sobrevivendo, na tentativa de ser feliz mas não o consegue, por mais que tente, pois sempre que decide dar o primeiro passo, no longo caminho do esquecimento e da felicidade, tropeça sempre neste maldito devaneio!

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