Olho o infinito e lembro-me de ti! Olho e penso na impossibilidade de voltar a ver o teu sorriso, na impossibilidade de te voltar a ter por breves momentos.
Penso se tu serás assim para todas as estrelas, pois eu não sou nenhuma estrela, apenas um cometa perdido neste espaço infinito, um cometa que encontrou o planeta mais lindo de todo este sistema. Um planeta gigante que é o teu coração. Tenho este medo, o medo que me fuzila a todo o momento o meu pensamento, este medo de estar completamente enganada, enganada em não perceber se esses olhos mentem e se esse sorriso enfeitiça, tal como a música tocada por uma simples flauta para uma serpente. Será uma mentira?
Encantada fiquei eu por ti e por essa luz completamente celeste! Uma luz tão brilhante que iluminou este caminho escuro e rodeado de medos e receios, provindos dos mais obscuros e temerosos sentimentos.
A única coisa que quero? A única coisa que quero é que faças parte de mim e eu parte de ti. Quero saborear o teu espírito e capturar a tua fragrância, mais uma vez! Quero tocar-te e percorrer todas as montanhas a teu lado! Tuas palavras, quero voltar a ouvi-las!
Tal perfeição é totalmente inalcançável e tal magia completamente inimaginável.
És um príncipe, perdido num castelo assombrado pelo passado, um passado que ainda amas e ainda queres. Um castelo sem qualquer sentido. Queria poder salvar-te dessa tristeza, essa tristeza que não mereces. Trazer-te-ia no teu cavalo branco, que nos guiaria por entre todas as tempestades e ficarias a pertencer ao meu reino, onde tu serias o rei e eu tua rainha. Mereces ser feliz na verdadeira essência e sentido da palavra!
Parece tolice ou mesmo parvoíce, todo este sentimento que não tem qualquer sentido e muito menos explicação. Começo a gostar de ti, sei que é impossível, mas queria tanto ter-te!